Fórum sobre Mulheres  Técnicas  de  TI
30 Apr. 2019

Fórum sobre Mulheres  Técnicas  de  TI

 

Na sociedade actual em que vivemos, nunca foi segredo de que as áreas de tecnologia da informação (TI) ou formações técnicas são compostas por muito mais homens do que mulheres. Este pouco número de mulheres presente neste sector fazem com que elas tenham de lidar todos os dias com situações de preconceitos e exclusão. Foi exatamente por este motivo que na passada sexta feira em Luanda no Auditório da Angola telecom localizado no edifício sede desta organização que foi realizado o Fórum sobre Mulheres  Técnicas  de  TI organizado pela AAPSI (Associação Angola de Provedores de Serviços de Internet) em parceria com a Angola Telecom.

As palavras de boas vindas foram apresentadas pelo Eng. Dimonekene Ditutala membro do conselho consultivo da AAPSI em representação do Presidente de Direcção da AAPSI Eng. Silvio Almada e a sessão foi aberta pelo Drº Pedro Domingos Miguel Membro da Comissão de Gestão Interina (CGI) da Angola Telecom em representação ao Coordenador da Angola Telecom Eng. Adilson dos Santos

 

Os pontos debatidos durante o encontro foram os seguintes:

- O papel das TI numa organização e os desafios das mulheres que trabalham no ramo. 

- Como as mulheres encaram as tecnologias.

- Porque razão existe um número reduzido de mulheres em TI comparado ao número de homens. 

- O que pode ser feito para ter mais mulheres em TI.

Os pontos selecionados foram partilhados entre as oradoras que participaram do painel. Esteve presente a Srª. Felisberta Martins Jesus vogal da Comissão Executiva da MSTelecom, partilhou o painel com a Gestora Sénior do Departamento de Suporte a Sistemas de Negócio da Direcção de Sistemas de Informação a Srª. Jugusméria Cadete da Unitel e esteve presente igualmente no painel a Srª. Celestina Quixito Bunga que é Chefe de Departamento de Serviços de TI e Arquitectura de Sistemas da Direcção de Fábrica de TI da Angola Telecom.

As oradoras foram de opinião de que, algumas meninas têm o privilegio em escolher as suas carreiras e que muitas optam em escolher os cursos sociais em detrimento dos cursos técnicos (Eng) isso por vezes por falta de conhecimento das disciplinas chaves e especificas dos cursos técnicos bem como a falta de incentivo no meio académico e no seio familiar. Devemos mudar este paradigmas apoiando e incentivando toda aquela mulher ou menina que queira fazer cursos técnicos dando a elas todo o apoio necessário. As oradoras também foram de opinião de que, apesar das estatísticas mostrarem que existem poucas mulheres no ramos das TICs, nós não devemos simplesmente olhar para o número de mulheres existentes neste sector. Mais olharmos para aquelas que queiram realmente entrar para este sector e que demonstram as competências e capacidade para poderem fazer esta formação e ultrapassar todas as dificuldades que possam ai existir. Devemos sempre velar que elas tenham sempre o apoio necessário para poderem seguirem com os seus objectivos. Será necessário igualmente velar e primar pelas competências das poucas existentes no sector e incentivar toda aquela que queira entrar para este sector e não olhar simplesmente para os matches dos números.

As poucas presente neste sector tem demonstrado muita responsabilidade sempre que são chamadas para dar o seu contributo e o demonstram com muito profissionalismo e zelo. Estas ações podem servir como incentivos aquelas mulheres ou meninas que pensam de que as formações técnicas são simplesmente para homens. Assim, estas mulheres que demonstram bons trabalhos podem servir como role-model para as novas gerações e servirem de cotching nas nossas instituições e a nível da nossa sociedade.

 

O que pode ser feito para que haja mais mulheres nas areias de TICs?

Deve have palestras e incentivo por parte das empresas e da sociedade começando pelo nível mais baixo da sociedade. Devemos incentivar as nossas meninas para estudarem mais, mostrando-as que elas tem capacidade para fazerem algo útil para a nossa sociedade. Devemos construir e conectar as nossas jovens com pessoas que servem como role-model desde a tenra idade.

A Unitel tem no seu programa virado para a formação de mulheres o incentivo para estas áreas, as outras organizações podem igualmente juntarem-se aos programas existentes ou desenvolverem ações do género para a sociedade. Devemos incentivar as nossas jovens a desenvolverem aplicativos ou soluções que respondem as suas necessidades diárias. Aproveitando assim das suas criatividades e demonstrar como aplicar ou associar esta criatividade as TICs para o seu próprio beneficio e de toda a Sociedade.

Os participantes foram de opinião de que eventos do género devem ser organizados constantemente e ir ao encontros das jovens antes de chegarem ao Ensino Médio ou Universidades / Faculdades visto que é ai que tudo começa a ser definido. Devemos ir ao encontro delas e faze-las familiarizarem-se com as TICs de um modo pratico. Este trabalho de incentivo, também pode começar a partir dos nossos lares em quanto pais, visto que a educação de base começa em casa. Os pais e familiares devem dar maior apoio as nossas meninas.

 

Pontos apresentados pelos presentes para a organização a fim de haver maior impacto na sociedade:

- PROMOVER PALESTRAS PARA AS CAMADAS JOVENS NAS ESCOLAR E NÃO SÓ E CONVIDAR OS PAIS E ENCARREGADOS.

- VELAR E INCENTIVAR PELA APTIDÃO DAS JOVENS INTERESSADAS NESTE SECTOR.

- FEIRAS PRATICAS DE FORMAÇÃO OU DE TROCA DE CONHECIMENTO. 

- PROGRAMA DE COACHING AOS ESTUDANTES DO PRIMEIRO ANO E AJUDAR-LHES A ULTRAPASSAR AS DIFICULDADES ENCONTRADAS,

- REALIZAR UM INQUÉRITO SOBRE A POUCA ADESÃO OU ESCOLHA DAS JOVENS AO MUNDO TÉCNICO.

- CONCURSO FEMININO DE DESCOBERTA DE VALORES,

- VELAR E INCENTIVAR PELO ABC DAS TICS NAS DIFERENTES COMUNIDADES PARA JOVENS,

- VELAR E PROMOVER AÇÕES PRATICAR PARA OS JOVENS E CRIANÇAS.