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O engenheiro Angolano Sílvio Almada, ligado à área das telecomunicações, foi distinguido, este mês, em Cotonou (capital do Benin), com uma medalha de mérito, pelo Grupo Africano de Internet, por ser um dos percursores da internet em África, ao longo de 20 anos.

 

Silvio Almada Percursor da internet em África

 

A distinção do presidente da Associação Angolana de Provedores de Serviços de Internet (AAPSI) aconteceu no dia seis, numa conferência comemorativa dos 20 anos de governação da internet no continente berço, contemplando especialistas de vários países.

Silvio Almada foi “homenageado” devido ao trabalho que tem feito em prol da Internet em África, sobretudo por ter sido co-criador de várias organizações africanas de Internet, nomeadamente a AFNOG, a AFRINIC, a AFREN, a AFTLD, AfricaCert, entre outras, destaca a nota.

 

Abordado sobre o assunto, o engenheiro angolano manifestou-se lisonjeado pelo reconhecimento, sublinhando que “tudo começou em 1998 quando um grupo de pioneiros da Internet em África reuniu-se com o objectivo de avaliar como poderia ser ancorada a Internet para servir melhor o continente”.

 

Em entrevista, o único especialista de expressão portuguesa distinguido no acto explicou que os encontros visavam planificar o desenvolvimento da Internet em África, com vista a promover um processo gradual que garantisse a posse da Internet pelos africanos, o que acabou por acontecer.

 

"Passados 20 anos desde o primeiro Forúm em Cotonou, o panorama da Internet em África passou por mudanças profundas, tendo a conectividade actual da Internet passado de três porcento (em 1998) para 34%. Este progresso foi em grande parte devido ao desenvolvimento de cabos submarinos”, explicou.

 

Acrescentou que actualmente os africanos têm contribuído de forma incisiva nas reuniões internacionais sobre Governação da Internet, daí o reconhecimento, em Cotonou, que contemplou igualmente engenheiros das Ilhas Maurícias, África do Sul, Egipto, Madagáscar, Ghana e do Benin.

 

Sílvio Almada é quadro da MSTelecom e contribuiu para a criação da AfriNIC (entidade reguladora da internet em África), onde fez parte da comissão instaladora, representando a África Austral durante seis anos. Em Angola apoiou vários administradores de rede que necessitaram de endereços IP “Protocolo de Internet”.